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Aqui nesta mesa, sentado em silêncio procuro palavras palavras que não conheço uma luz diagonal foca minhas mãos mãos que esperam querem alguma resposta diante de meus olhos uma folha branca passiva, ao mesmo tempo indiferente folha que espera o tempo aqui não é intransigente a folha espera, espera o gesto cada palavra mesmo as palavras que não conheço mesmo as palavra não inventadas talvez alguma palavra imaginada ................................................ já é tarde da noite devo apagar a luz amanhã, quem sabe a folha branca encontra seu destino e aceita a palavra
Escrito por Rodrigo Faria às 09h14
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Pergunto por mim mesmo por onde vou quem sou se estou A resposta está sempre em você que eu sei para onde vai que eu sei quem é e sempre estará não importa se sol não importa se noite não importa se chuva sempre comigo
Escrito por Rodrigo Faria às 09h13
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Das luzes do planalto tão alto corte na imensidão, vasta o olhar procura um ponto no limite, o horizonte do espelho ou seu inverso, opaco que não vê ou apenas o reflexo o relógio não parou tempo, temperamento ....................................... as luzes se apagaram o planalto já não se vê mas está lá em seu tempo alto refletido em seu inverso
Escrito por Rodrigo Faria às 09h13
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Dói, ainda que incolor o sentido da dor profunda profundo, como o amor mesmo que distante indesejadamente ausente intransigente, tal como um eclipse que não finda e eu esperando o Sol que não surge que eu não sei se quer surgir se proibido surgimento ............................................. e quando seu novo brilhar, brilhamento me conduzir, aquecer-me desfazer a dor fazer brilhar o luar brilhar o mar e eu um dia parar de chorar
Escrito por Rodrigo Faria às 20h33
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Eu não quero hoje também não sei se quero amanhã, ontem se foi e não percebi, ou cri mas cri apenas que queria ainda que, talvez, eu queira muito, mesmo sem saber qual querer, por desconhecer, por não perceber, quanto tempo é preciso para o tempo passar para o tempo consolidar para amanhã se afirmar, seguir e hoje não mais chorar hoje não esperar hoje (re)começar.
Escrito por Rodrigo Faria às 20h07
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O livro está sobre a mesa Está aberto, mas em silêncio Não conseguimos dialogar Nem ruídos, Apenas letras e palavras soltas Soltas na página, já amarelada pelo tempo Letras penduraras em palavras, algumas palavras soltas Cada letra um mistério, Sentido e significado, Passo para a próxima página Sem ler, tento chegar ao fim O livro insiste, recusa me abandonar Eu insisto, não quero ler Passo mais uma página O fim do livro na chega, nunca Passo mais páginas Passo palavras Passo letras Letras e Palavras Todas, uma por uma Em silêncio Cada palavra e seu conteúdo Cada letra, em silêncio Chega o sono, resisto O livro insiste Clama pelo meu desejo, Aceito Agora iniciamos algum diálogo, Em cada letra um sentido Por cada palavra um sentimento Tempo: uma única palavra, sentido absoluto Cada livro aberto tem seu tempo, único.
Escrito por Rodrigo Faria às 20h07
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Estou em algum lugar é noite procuro o silêncio procuro o desejo pelo caminho, ruídos vejo sons escuto imagens sinto cheiro de frescor dia em amanhecimento noite em escurecimento escura, mas nela uma luz pelo caminho uma luz luz ruidosa luz que evapora volátil que some na claridade do dia que surge na escuridão da noite que corta e percorre o caminho continuo procurando silêncio que não se vê mas que está lá, em silêncio silencioso e sereno como o desejo que é o desejo do silêncio desejo por não falar por não escutar apenas olhar, absorver reconhecer, reconhecer-me não importa o lugar.
Escrito por Rodrigo Faria às 20h06
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Hoje, quando acordei como todo dia levantei respirei, mesmo sem perceber que respirava naturalmente lá fora muito azul, verde também na cidade muita correria carros na horizontal e na transversal da minha varanda, olhar oposto estático ainda assim um desejo errático de correr pela cidade mas correr em contradição por caminhos não delineados, nem horizontal ou transversal um outro caminho, mas irracional incidental perder-me na trama não delineada na memória construir outra cidade
Escrito por Rodrigo Faria às 20h06
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AGRO NEGÓCIO AGRO TÓXICO NEGÓCIO TÓXICO
REFORMA É NEGÓCIO LATIFÚNDIO É TÓXICO REFORMA É AGRÁRIA
Escrito por Rodrigo Faria às 17h13
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Geração Tetra Pak
Renato Russo, poeta genial, um dia escreveu a música "geração coca-cola". Na letra da música ele afirma que "quando nascemos fomos programados a receber o que vocês nos empurraram com os enlatados dos U.S.A, de nove as seis". Continua na sequencia dos versos informando sua capacidade de compreensão da realidade urbana ocidental: "desde pequenos nós comemos lixo comercial e industrial, mas agora chegou a nossa vez, vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês". Esta letra e particularmente a formulação conceitual de uma ideia de "geração coca-cola" é crucial para quem pretende analisar as mudanças ocorridas na sociedade desde a época em que a música foi lançada. A musica "geração coca-cola está cravada temporalmente na complexa e contraditória década de 1980, conhecida como "década perdida" (definição economicista e superficial para representar as mudanças sociais, políticas e culturais que a sociedade Brasileira vivia naquele momento), mais precisamente o ano de 1985, quando do lançamento do primeiro álbum do grupo Legião Urbana. Entre o lançamento do disco em 1985 e o atual ano de 2011 passaram-se 26 anos. O Brasil mudou sua moeda, impediu um presidente de continuar no cargo, elegeu para presidente um sociólogo, um ex-operário, atualmente uma mulher que no passado foi guerrilheira, combateu a inflação, neoliberalizou-se e neodesenvolveu-se. Neste também complexo contexto histórico da primeira década do século XXI é preciso e oportuno perguntar: qual a "cara" da geração? Existe uma "cara", um perfil, é possível algum tipo de rotulação? Para a formulação que pretendo apresentar sobre a atual geração, é fundamental considerar uma mudança estrutural nas relações humanas que os sistemas informacionais de comunicação provocaram. Estou claramente falando da internet e tudo que com ela está acoplado e em contínuo movimento: redes sociais as mais diversas, sistemas instantâneos de mensagem e tantas outras modalidades de comunicação com o outro. Um paradoxo, pois uma comunicação que isola, que aniquila o espaço público como elemento de uma certa comunicação ativa e necessariamente inter-relacional. Claro, dirão os agentes desta "geração informacional" que são outros os sistemas de interação, que não representa o fim do "lugar público", mas a construção e atuação numa outra ordem de lugar, que é também público, de acesso irrestrito, sem mediação ou repressão. Que geração é essa? Não pretendo formular qualquer categoria explicativa definitiva ou total, seria de saída uma opção restritiva diante da diversidade e complexidade do mundo atual. Ainda assim vou correr o risco de uma formulação: uma geração esgotada e sobrecarrega de informação. Uma geração esvaziada, que talvez nunca vá cuspir de volta o lixo que recebe diariamente nas redes sociais. Uma geração pasteurizada e homogeneizada, como o leite (será mesmo leite?) enlatado nas embalagens "Tetra Pak" que bebemos todos os dias. Uma "Geração Tetra Pak" que reproduz consensos, conteúdos homogêneos, pasteuriza sua existência. Na geração tetra pak a rebeldia parecer ser a de ser igual a todos os outros. Os artistas da geração tetra pak parecem surgir das mesmas embalagens de leite, unicolores e sem gosto como este leite que infelizmente somos obrigados a beber. A geração tetra pak não parece disposta a cuspir de volta o leite que bebe. A geração coca-cola compreendeu seu infortúnio, mas nunca deixou de cuspir de volta o lixo em cima de tudo que representou a repressão. A geração tetra pak nunca cuspirá nada, seu prazer e rebeldia é tanto maior quanto mais vazio de conteúdo estiver a embalagem que lhe dá o nome. A geração tetra pak se autoconsome como o leite que a informa. É preciso misturar um pouco de coca-cola nisso tudo, é preciso cuspir este leite "em cima de vocês".
Escrito por Rodrigo Faria às 20h17
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Por RENATA NEDER, da ONG Action Aid “Bilhões de dólares foram gastos em estádios e outras obras, mas nós permanecemos em barracos sem energia. Eles pediram para a gente “sentir a Copa” [expressão usada no slogan oficial do evento], mas nós não sentimos nada além da dor da pobreza piorada pela dor da repressão. O dinheiro que deveria ser gasto urbanizando as comunidades mais pobres foi desperdiçado. A Copa do Mundo vai terminar no domingo e nós ainda seremos pobres.” Essa foi a fala de um jovem de Johannesburgo durante a Copa do Mundo de 2010. Reflete o sentimento de muitos sul-africanos em relação ao evento. Eu estive na África do Sul alguns meses antes do início da Copa. Encontrei um país em obras e muita gente reclamando. Mas, quando os jogos começam, os problemas costumam ser esquecidos. Passada a euforia do momento, começam as discussões sobre os impactos do evento, o uso dos recursos, quem se beneficiou realmente… e por aí vai. Essa discussão não termina, porque acaba emendando nas discussões daqueles que já estão preocupados com o futuro das suas cidades que serão sede das próximas Copas e Olimpíadas. Já existem muitas informações disponíveis e que merecem atenção. Em 2010, as Nações Unidas lançaram um relatório sobre o impacto das Olimpíadas nas cidades-sede. Os números são chocantes. Seul (1988): 15% da população foi desalojada, 48 mil edifícios foram destruídos. Pequim (2008): Um milhão e meio de pessoas foram removidas. Atlanta (1996): 15 mil pessoas removidas. E essas remoções e despejos, na maior parte das vezes, foram feitos de forma violenta e desrespeitando direitos básicos da população. Além do impacto direto das obras e de como elas são feitas, também há o ponto importante de quem realmente se beneficia com a realização destes eventos. Na África do Sul, por exemplo, muitos homens e mulheres artesãos, comerciantes, vendedores, trabalhadores, etc, acreditaram que poderiam se beneficiar e aumentar um pouco sua renda durante os jogos. Mas não foi assim. Os pequenos comerciantes e artesãos não tiveram acesso aos estádios e arredores. Um perímetro de exclusividade foi criado ao redor dos estádios. Ali, apenas as grandes redes e marcas poderiam comercializar seus produtos. Resultado: quem lucrou foram as grandes empresas, não os sul africanos. E falando em estádio… hoje, apenas um ano depois da Copa, já se discute na África do Sul a demolição de alguns dos estádios construídos. O custo da manutenção é alto demais, não justifica manter o “elefante branco” em pé. E o que falar dos gastos? A Copa da África do Sul acabou custando 17 vezes mais do que o previsto inicialmente. Cidades que foram sede de mega eventos se endividaram além de suas capacidades e passaram muitos anos pagando a conta. È o caso de Atenas (2004) e Montreal (1976) que sediaram os Jogos Olímpicos. Quanto mais investigamos, mais vemos cenários desanimadores. Mas, como disse o cientista político Antonio Gramsci, não devemos ficar apenas no pessimismo da razão. Devemos ter o otimismo da vontade. O otimismo da minha vontade diz que é possível trilhar outros caminhos em que a realização de megaeventos esportivos promova inclusão social, gere renda e diminua desigualdades. Mas o caminho que leva a esse legado é o caminho da participação popular, da transparência, do controle social sobre as políticas e uso de recursos públicos. O Brasil e o Rio de Janeiro podem aprender muito com outras experiências e escolher um caminho melhor para a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. Extraído do Blog de Juca Kfouri, que informa ter Extraído do sítio da revista “Época”. Leia aqui.
Escrito por Rodrigo Faria às 19h03
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O GOVERNO LULA ATÉ QUE CONSEGUIU "RESOLVER" O PROBLEMA DA MACROECONOMIA EM 2008 AO REDUZIR O IPI E INCENTIVAR A PRODUÇÃO DE CARROS....TODAVIA, SERÁ RESPONSABILIZADO NO FUTURO POR COMETER UMA DOS MAIORES CRIMES DA HISTÓRIA URBANA DESSE PAÍS: ENTUPIR AS CIDADES BRASILEIRAS DE CARROS, CONGESTIONANDO E POLUINDO AS PRECÁRIAS CIDADES BRASILEIRAS
Escrito por Rodrigo Faria às 15h50
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O Sr. ANTONIO PALLOCI SERÁ CONHECIDO NO FUTURO COMO O MAIOR "MICO" DA REPÚBLICA LULISTA...ESTE SENHOR CONSEGUIU "CAIR" DO PODER DUAS VEZES SEGUIDAS EM FUNÇÃO DA SUA GANÂNCIA FINANCEIRA
Escrito por Rodrigo Faria às 15h20
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UM PAÍS SÉRIO NÃO PODE SE SUJEITAR AO CORONELISMO DA FAMÍLIA DO SR. JOSÉ SARNEY
Escrito por Rodrigo Faria às 15h18
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O BRASIL NÃO PRECISA DE COPA DE MUNDO, O BRASIL PRECISA É DE ESCOLA
Escrito por Rodrigo Faria às 15h16
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